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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Enfiando na Meiúca

Conteúdo futebolístico e etílico

Tema do tira-teima: Eu sou você amanhã, Argentina!

Pim pam pum: minha mãe mandou bater neste daqui, mas como sou teimoso
vou bater neste daqui!

Pois é, os heróicos representantes da amarelinha desbotada, Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred, escolheram o canto certo na cobrança de pênaltis, porém não contavam com a astúcia da paraguaia Larissa Riquelme.

Com toques mágicos em seu celular, colocados estrategicamente em uma cobiçada comissão de frente, a musa substituiu sorrateiramente a cal pela areia. E as chuteiras de salto alto tropeçaram na hora agá, caindo fora da Copa.

Injustamente, diga-se de passagem, já que o desempenho dos milionários do Circo Brasileiro de Futebol havia sido exemplar até o choro das carpideiras contratadas pelos Pachecos na marcha fúnebre das quartas de final: dois empates e uma estonteante vitória sobre um bambala equatoriano.

Apesar da eliminação, o Mano dos manos deve estar todo prosa furada. Desde 1950, levando-se em conta ‘professor’ com 10 ou mais jogos à frente da seleção, ele tem o terceiro pior aproveitamento. Só olha no retrovisor Paulo Roberto Falcão e Emerson Leão. E come fácil poeira de Dunga e Felipão.

Em 12 partidas à frente dos canarinhos de asa e bico quebrados (oito amistosos e quatro jogos pela Copa América), Mano obteve seis vitórias, quatro empates e duas derrotas – a mamãe Fifa não conta como fracasso decisão nos pênaltis.

Mas os tempos modernos da emperequitada seleção guardarão para sempre o brilhante recorde de quatro pênaltis perdidos em quatro cobranças. Simplesmente uma vergonha.

Pior, só mesmo a ladainha dos manos do Mano depois de uma elogiável ridícula campanha: o Brasil sai de cabeça erguida – e com o rabo entre as pernas.

Bebei amigos, bebei.

Leandro Cardoso Pires (Diretor de Arte e Redator nas horas vagas, vadio em tempo integral, meia-cancha poliglota e polivalente e colunista desta birósca.)